Como é feita a classificação dos espumantes pela quantidade de açúcar?

Na época em que os primeiros champagnes foram criados, as bebidas adocicadas eram bastante populares. Por isso, era comum adicionar açúcar ao espumante em quantidades consideradas grandes hoje em dia. Foi só em meados do século XIX que os ingleses se cansaram de uma bebida tão doce e solicitaram algo mais seco.

Como o Reino Unido era um dos principais mercados consumidores de champagne, o pedido foi aceito e surgiu, então, os espumantes Brut, que, em francês, significa algo não refinado, bruto, em estado natural. Em seguida, nasceram outras categorias para classificar os espumantes a partir do seu teor de açúcar.

No Brasil, o espumante Nature pode ter até 3 gramas/litro de açúcar no máximo, o Extra-Brut de 3,1 a 8 g/l, o Brut de 8,1 a 15 g/l, o Sec ou Seco de 15,1 a 20 g/l, o Demi-Sec, Meio-Doce ou Meio-Seco de 20,1 a 60 g/l e o Doce de 60,1 a 80 g/l. Por causa desses limites, dependendo do país, ou mesmo da marca, um Demi-sec, por exemplo, pode se mostrar mais seco ou mais doce, pois as quantidades de açúcar podem variar ligeiramente.